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José Theotónio, CEO do grupo Pestana: “Em 2021 iremos fazer metade do que conseguimos em 2019”

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Juan Carvallo

Seis meses “péssimos” até março de 2021 e uma recuperação do turismo a começar no segundo semestre é o cenário com que o CEO do Grupo Pestana está a preparar a operação do próximo ano. Ano em que prevê faturar já o dobro de 2020, mas ainda assim metade do que fez em 2019. O maior grupo hoteleiro português diz-se preparado para “sobreviver a esta crise” e enfrentar meses duros sem despedir trabalhadores ou desfazer-se de ativos, por ter dinheiro acumulado em “três anos anteriores muitíssimo bons”. Mas olhando para o resto do sector, José Theotónio constata que “já há situações de salários em atraso, fornecedores que não estão a fornecer e empresas que podem ficar pelo caminho”.

Juan Carlos Carvallo

Como está a ser a ‘montanha russa’ da pandemia para o Grupo Pestana?

Já passámos por várias fases. Na primeira encerrámos no espaço de 15 dias todos os hotéis, pousadas e unidades de negócio que temos em Portugal. Tivemos depois dois meses, abril e maio, completamente fechados, em que na hotelaria não faturámos nada. Não tivemos uma única fatura. Em junho rea­brimos alguns hotéis e pousadas, até em locais onde não costumava haver tanta procura, mas era o que as pessoas queriam. Estávamos à espera de ver alguma retoma em julho, mas também não aconteceu e foi um mês fraco. Onde sentimos alguma retoma foi na segunda quinzena de agosto e na primeira de setembro, muito à custa do mercado nacional. Só que o mercado português só dura enquanto houver férias escolares. Houve uma esperança quando Portugal entrou nos corredores aéreos com os ingleses, tivemos reservas que nunca mais acabaram para setembro e outubro, mas passados 15 dias voltámos a entrar na quarentena e foi tudo anulado. Agora nesta terceira fase já se sabia que ia ser mau se não houvesse mercado internacional. E o que se verificou foi que o mês de outubro foi pior do que setembro e novembro está a ser uma verdadeira desgraça, muito pelas decisões do Governo português para controlo da pandemia, mas também do britânico, que proíbe os ingleses de viajar para efeitos de lazer. Prevíamos abrir mais hotéis na Madeira, mas a medida do Governo inglês fez andar tudo para trás. E vamos ficar com tudo praticamente encerrado outra vez.

Juan Carlos Carvallo Villegas

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.

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