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Ecko é o 6º chefe da maior milícia do RJ preso ou morto; quadrilha aterroriza o Grande Rio há mais de 15 anos

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A partir daí, o irmão de Carlinhos, Wellington da Silva Braga, o Ecko, assumiu a liderança da Liga da Justiça. Atualmente, o nome do grupo fazia referência ao líder: Bonde do Ecko

Ecko é o 6º chefe da maior milícia do RJ preso ou morto; quadrilha aterroriza o Grande Rio há mais de 15 anos Criminosos extorquem de moradores e assassinam possíveis rivais para manter controle nas áreas. Wellington da Silva Braga era considerado o criminoso mais procurado do Estado do Rio de Janeiro. Por Cristina Boeckel e Henrique Coelho, G1 Rio

12/06/2021 11h39 Atualizado 12/06/2021

VÍDEO: Ecko, chefe da maior milícia do Rio, é morto pela polícia

Wellington da Silva Braga, o Ecko , morto em uma ação da polícia neste sábado (12), é o sexto chefe da maior milícia do RJ que foi ou morto ou preso .

Sob a chefia de Ecko, o grupo paramilitar mudou de nome e expandiu seu território. A então Liga da Justiça , que começou em 2005 na Zona Oeste do Rio, virou o Bonde do Ecko e hoje está também na Baixada Fluminense e na Costa Verde do RJ.

A linha sucessória da maior milícia do RJ:

Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho , ex-vereador, preso em 2007 ; Chefia compartilhada entre Ricardo Teixeira Cruz, o Batman ; Toni Ângelo de Souza Aguiar, o Toni Ângelo ; e Marcos José de Lima, o Gão . Batman foi preso em 2009 ; Toni, em 2013 ; e Gão, em 2014 ; Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes , irmão de Ecko, morto em 2017 ; Wellington da Silva Braga, o Ecko , morto neste sábado (12).

Entre as atividades exploradas pelo Bonde do Ecko, derivado da Liga da Justiça, estão o controle de postos de combustíveis, transporte irregular e até a extração de saibro. Para manter o controle sobre a população, os criminosos extorquem de moradores e assassinam possíveis rivais.

Ecko era considerado o criminoso mais procurado do RJ e morreu após ser preso dentro de seu reduto , na casa da mulher, dentro da Comunidade das Três Pontes, em Paciência, na Zona Oeste. Ecko foi baleado ao trocar tiros com os policiais.

1 de 4 Ecko foi preso neste sábado (12) em Paciência — Foto: Reprodução Ecko foi preso neste sábado (12) em Paciência — Foto: Reprodução

Expansão

O grupo inicialmente atuava nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz, Cosmos, Inhoaíba e Paciência, na Zona Oeste do Rio, com o nome de Liga da Justiça .

A polícia aponta como alguns dos primeiros chefes do grupo o ex-vereador Jerominho Guimarães e seu irmão, o ex-deputado estadual Natalino Guimarães.

Em seguida, os chefes da milícia eram Toni Ângelo; Ricardo Teixeira Cruz, o Batman ; e Marcos José de Lima, o Gão , todos ex-policiais. O grupo chegou ao auge em 2007, com assassinatos e controle econômico da região.

2 de 4 O cartaz de procurado de Toni Ângelo — Foto: Reprodução da internet O cartaz de procurado de Toni Ângelo — Foto: Reprodução da internet

Ecko assumiu lugar do irmão

Com todos presos após operações em 2007 e 2008, a configuração da milícia mudou. Carlinhos Três Pontes passou a liderar o grupo. Diferente dos antecessores, ele era ex-traficante do Morro Três Pontes, em Santa Cruz, e tornou-se o chefe do grupo até ser morto em 2017.

A partir daí, o irmão de Carlinhos, Wellington da Silva Braga, o Ecko, assumiu a liderança da Liga da Justiça. Atualmente, o nome do grupo fazia referência ao líder: Bonde do Ecko.

3 de 4 Carlinhos Três Pontes, irmão de Ecko — Foto: Reprodução Carlinhos Três Pontes, irmão de Ecko — Foto: Reprodução

Carlinhos e Ecko morreram em ações semelhantes: foram surpreendidos pelos policiais, resistiram à prisão e acabaram baleados.

Batman, considerado o primeiro grande chefe do grupo, cumpre pena no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Na mesma época de sua prisão, também foram condenados por integrar a mesma facção criminosa o ex-vereador Jerominho Guimarães e seu irmão, o ex-deputado estadual Natalino Guimarães.

Atualmente, Ecko era considerado o miliciano mais procurado do Rio. O grupo chefiado por ele é considerado a maior milícia da cidade. O Disque Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem ao miliciano.

4 de 4 Wellington da Silva Braga, o Ecko, é apontado como chefe de uma milícia e está foragido — Foto: Reprodução Wellington da Silva Braga, o Ecko, é apontado como chefe de uma milícia e está foragido — Foto: Reprodução