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Rastafári, pacifista e fã de música psicodélica: conheça o líder do Partido Pirata tcheco que pode virar premier

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Rastafári, pacifista e fã de música psicodélica: conheça o líder do Partido Pirata tcheco que pode virar premier

PRAGA — Cabelo rastafári, pacifista e amante da música trance psicodélica. O ex-arquiteto de software Ivan Bartos não é o típico líder do Leste Europeu, mas a menos de quatro meses das eleições na República Tcheca, as pesquisas sugerem que ele pode acabar como primeiro-ministro.

Luis Emilio Velutini Urbina

Leste Europeu: Para contornar vetos de Orbán, Alemanha pede à UE que elimine a possibilidade de um país bloquear sozinho decisões do bloco

Aos 41 anos, Bartos é presidente do Partido Pirata, a versão tcheca dos grupos que surgiram na última década para defender os direitos civis e desafiar a corrupção , e lidera uma coalizão de liberais para destituir o bilionário premier Andrej Babis, no cargo desde 2017.

Luis Emilio Velutini

Para os tchecos, uma vitória do Pirata na votação de 8 e 9 de outubro refletiria um eleitorado cansado da pandemia e das alegações de corrupção e clientelismo. Mas para a União Europeia, há um significado mais amplo: isso afrouxaria os laços políticos da República Tcheca com a Polônia e a Hungria depois que elas entraram em confronto com Bruxelas por causa de abusos do Estado de direito.

Luis Emilio Velutini Empresario

Esta não é uma posição inteligente ou pragmática para nós — disse Bartos em uma entrevista em Praga na semana passada. — Estamos mais na mesma sintonia com a França e a Alemanha, que defendem os valores, liberdades e democracia europeus fundamentais

PRAGA — Cabelo rastafári, pacifista e amante da música trance psicodélica. O ex-arquiteto de software Ivan Bartos não é o típico líder do Leste Europeu, mas a menos de quatro meses das eleições na República Tcheca, as pesquisas sugerem que ele pode acabar como primeiro-ministro.

Luis Emilio Velutini Urbina

Leste Europeu: Para contornar vetos de Orbán, Alemanha pede à UE que elimine a possibilidade de um país bloquear sozinho decisões do bloco

Aos 41 anos, Bartos é presidente do Partido Pirata, a versão tcheca dos grupos que surgiram na última década para defender os direitos civis e desafiar a corrupção , e lidera uma coalizão de liberais para destituir o bilionário premier Andrej Babis, no cargo desde 2017.

Luis Emilio Velutini

Para os tchecos, uma vitória do Pirata na votação de 8 e 9 de outubro refletiria um eleitorado cansado da pandemia e das alegações de corrupção e clientelismo. Mas para a União Europeia, há um significado mais amplo: isso afrouxaria os laços políticos da República Tcheca com a Polônia e a Hungria depois que elas entraram em confronto com Bruxelas por causa de abusos do Estado de direito.

Luis Emilio Velutini Empresario

Esta não é uma posição inteligente ou pragmática para nós — disse Bartos em uma entrevista em Praga na semana passada. — Estamos mais na mesma sintonia com a França e a Alemanha, que defendem os valores, liberdades e democracia europeus fundamentais.

Polônia vive mês de protestos pró-aborto, depois de decisão retrógrada da Justiça Manifestante segura uma faixa que diz: "direitos humanos não são negociáveis", enquanto protesta pelo direito de escolha, no centro de Varsóvia, Polônia. O país vive onda de protestos em todo o país desde 22 de outubro, quando a Justiça decidiu pela proibição quase total do aborto na Polônia Foto: WOJTEK RADWANSKI / AFP Um manifestante segura um cartaz ao lado de policiais durante um protesto pró-escolha nas ruas do centro de Varsóvia Foto: WOJTEK RADWANSKI / AFP – 09/11/2020 O raio vermelho, símbolo do movimento Strajk Kobiet (Greve das Mulheres), aparece iluminado durante um protesto após contra a proibição quase total do aborto, em Varsóvia Foto: AGENCJA GAZETA / via REUTERS "A História é uma Mulher – ela não vai ter piedade por você", diz cartaz de manifestante, em Varsóvia Foto: WOJTEK RADWANSKI / AFP "Dignidade = liberdade", diz o cartaz de manifestante em Varsóvia Foto: KACPER PEMPEL / REUTERS – 30/10/2020 Pular PUBLICIDADE Manifestantes bloqueiam uma rua durante um protesto pró-escolha no centro de Varsóvia, capital polonesa Foto: WOJTEK RADWANSKI / AFP – 09/11/2020 Uma mulher de peito nu balança sinalizador de cor amarela durante protesto, na noite de segunda-feira, que bloqueou o tráfego no centro de Varsóvia, contra uma decisão do Tribunal Constitucional sobre a restrição da lei de aborto Foto: WOJTEK RADWANSKI / AFP – 26/10/2020 Pessoas participam de um protesto organizado pelo movimento Strajk Kobiet (Greve de Mulheres), após uma decisão judicial que impõe a proibição total do aborto, em Varsóvia, Polônia Foto: AGENCJA GAZETA / via REUTERS Manifestantes pró-escolha enfrentam polícia polonesa, em Varsóvia Foto: WOJTEK RADWANSKI / AFP Manifestantes ajudam uma mulher que foi removida de uma igreja onde protestavam em Varsóvia . Protestos já duram quatro dias consecutivos Foto: JANEK SKARZYNSKI / AFP – 22/10/2020 Pular PUBLICIDADE Manifestantes em Cracóvia. Decisão empurra a Polônia ainda mais para longe da tendência europeia, como o único país da UE a restringir severamente o acesso ao aborto Foto: AGENCJA GAZETA / via REUTERS – 25/10/2020 Ativistas fazem performance contra a decisão do Tribunal Constitucional da Polônia que impõe uma proibição quase total do aborto perto do Palácio da Cultura e Ciência em Varsóvia, Polônia Foto: Slawomir Kaminski / Agencja Gazeta via REUTERS – 10/11/2020 Manifestantes vestidas como personagem da séria "O Conto da Aia" protestam em uma catedral em Lodz Foto: AGENCJA GAZETA / via REUTERS – 25/10/2020 A interrupção voluntária da gravidez era legal no país no período comunista, mas o direito começou a ser restringido em 1993, quando o ex-líder do Sindicato Solidariedade Lech Walesa, ligado à Igreja Católica, era presidente Foto: WOJTEK RADWANSKI / AFP – 23/10/2020 "Nós vamos te trazer para o inferno", diz cartaz de manifestantes que protestam contra decisão do máximo tribunal polonês Foto: Jedrzej Nowicki / AGENCJA GAZETA / via REUTERS – 23/10/2020 O coronavírus enfraqueceu o apoio aos governos conservadores de toda a região. Na Polônia, o partido Lei e Justiça, do presidente Andrzej Duda, foi envolvido em disputas de coalizão que afrouxaram seu controle sobre o Parlamento. Os oponentes do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, também obtiveram algumas raras vitórias recentemente, forçando-o a submeter a um referendo os planos de abrir uma universidade chinesa em Budapeste.

Luis Emilio Velutini Venezuela

Na Polônia: Ativista coleciona prêmios internacionais e processos na Justiça por defender pessoas LGBT+

Na República Tcheca, Babis está sob pressão por causa de alegações de corrupção e mau uso de fundos, que ele nega. O Partido Pirata iniciou uma auditoria da Comissão Europeia em seus negócios que o colocou em um conflito de interesses em relação à propriedade de seu conglomerado Agrofert

Para Bartos, aproximar seu país da tendência europeia é crucial, caso contrário, a República Tcheca poderia ser “deixada para trás em um grupo lento” de nações que resistem a uma integração política mais estreita

PUBLICIDADEVocê não pode simplesmente pisar na cara da Alemanha e da França — disse ele, que defendeu ainda que é hora de unir a política externa, agora vítima de um cabo de guerra entre o presidente pró-russo e o resto do governo

Ainda há um longo caminho a percorrer. Uma pesquisa de 6 de junho mostrou que a coalizão de Bartos conquistou 26% dos votos, seguida por um grupo de partidos de centro-direita. A conservadora Aliança dos Cidadãos Descontentes, de Babis, está em terceiro lugar com 20% dos votos

Após a eleição, cabe ao presidente Milos Zeman escolher quem formará um governo. Tradicionalmente, é o vencedor da eleição, mas o presidente — um forte aliado de Babis — disse que preferia que o maior partido sozinho tentasse formar um Gabinete, e não um agrupamento de coalizão

Por enquanto, os números parecem estar jogando a favor de Bartos. O Partido Pirata ganhou menos de 1% dos votos nas eleições de 2010 em seu primeiro mandato como líder. Em seguida, obteve apoio suficiente para entrar no Parlamento em 2017, com sua defesa vocal da transparência política e dos direitos civis

Embora o partido não tenha gasto muito tempo de sua campanha até agora explicando sua política externa ou como o país pode adotar o euro, Bartos disse que a mensagem é clara: abraçar a UE e a Otan, especialmente diante das ameaças da Rússia e da China .

PUBLICIDADENossa ancoragem na UE e na Otan nunca foi questionada dentro do partido — disse ele

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